Alimentação de Estimulação para Abelhas
A alimentação de estimulação para abelhas tem como objetivo incentivar progressivamente a postura da rainha e o desenvolvimento da criação, preparando a colónia para uma floração futura. Quando é realizada no momento adequado, permite aumentar antecipadamente a população de abelhas que estará disponível para a recolha de néctar e pólen.
Este tipo de alimentação exige planeamento e um acompanhamento regular das colmeias. A data de início deve ser calculada de acordo com a floração que se pretende aproveitar, a força da colónia, as condições meteorológicas e os recursos naturais disponíveis na região.
Quando iniciar a alimentação de estimulação?
Como orientação, a estimulação pode começar aproximadamente 40 dias antes da data prevista para o início da floração. Este período permite que os ovos colocados pela rainha se desenvolvam e deem origem a novas abelhas que possam participar nos trabalhos da colónia e, posteriormente, na recolha.
Os 40 dias são apenas uma referência. O momento correto pode variar conforme:
- a região e a altitude do apiário;
- a espécie vegetal que se pretende aproveitar;
- a evolução da vegetação nesse ano;
- as temperaturas e as previsões meteorológicas;
- a força e o estado sanitário da colónia;
- a quantidade de criação e de reservas existentes.
Iniciar demasiado cedo pode originar uma grande quantidade de criação numa altura em que ainda não existem recursos naturais suficientes. Começar demasiado tarde pode fazer com que as novas abelhas ainda não estejam disponíveis quando a floração se iniciar.
Que colónias devem ser estimuladas?
Antes de iniciar a alimentação, cada colónia deve ser avaliada individualmente. A estimulação deve ser realizada apenas em colmeias saudáveis, com uma rainha em boas condições, população suficiente e reservas que permitam acompanhar o aumento da criação.
Antes de estimular, o apicultor deve verificar:
- a presença e a qualidade da postura da rainha;
- a quantidade e o estado da criação;
- a força da população adulta;
- as reservas de alimento disponíveis;
- a entrada ou disponibilidade de pólen;
- a ausência de sinais de doença;
- os níveis de varroa existentes na colónia.
Uma colónia fraca, doente ou com níveis elevados de varroa não deve ser estimulada sem que o problema seja previamente avaliado e controlado. O aumento da criação também pode criar condições favoráveis à reprodução da varroa, tornando ainda mais importante o acompanhamento sanitário.
Como funciona a alimentação de estimulação?
A disponibilização regular de alimento pode simular uma entrada contínua de néctar e incentivar a rainha a aumentar progressivamente a postura. Para obter este efeito, é normalmente preferível fornecer quantidades ajustadas à força da colónia e repetir a alimentação de acordo com o consumo, em vez de fornecer uma grande quantidade de uma só vez.
A frequência e a quantidade devem ser adaptadas a cada colmeia e às instruções do alimento utilizado. A alimentação deve ser acompanhada regularmente para evitar faltas de alimento durante o desenvolvimento da criação.
Alimento líquido para estimulação
Os alimentos líquidos são frequentemente utilizados na alimentação de estimulação por serem rapidamente recolhidos e distribuídos pelas abelhas. Para a sua aplicação é necessário utilizar um alimentador adequado, colocado de forma a permitir o acesso ao alimento sem provocar derrames.
Na MacMel encontra diferentes soluções para este tipo de alimentação:
- Apicar L – alimento líquido estimulante para abelhas;
- Beecomplet Primavera – alimento estimulante para abelhas;
- Apiinvert – alimento líquido pronto a utilizar;
- alimentadores para abelhas e colmeias.
A escolha do alimento deve ter em conta a sua composição, a época do ano, o objetivo pretendido e as necessidades da colónia. Devem ser sempre respeitadas as instruções de utilização indicadas pelo fabricante.
A importância do pólen e da proteína
O alimento energético, por si só, não fornece todos os elementos necessários ao desenvolvimento da criação. O pólen é a principal fonte natural de proteínas, aminoácidos, vitaminas e outros nutrientes essenciais para a alimentação das larvas e das abelhas jovens.
Antes de estimular, deve confirmar-se a existência de entrada de pólen ou de reservas suficientes no interior da colmeia. Quando os recursos naturais são insuficientes, poderá ser necessário avaliar a utilização de um complemento adequado, respeitando a composição e as instruções de cada produto.
Como fornecer alimentação de estimulação?
O alimento deve ser colocado num alimentador adequado, evitando derrames dentro ou fora da colmeia. Os derrames e a exposição de alimento podem atrair outras abelhas e aumentar o risco de pilhagem, especialmente em épocas de escassez.
Durante o período de estimulação, recomenda-se:
- fornecer quantidades adequadas à força da colónia;
- acompanhar o consumo e ajustar a frequência da alimentação;
- verificar regularmente as reservas e a evolução da criação;
- confirmar a disponibilidade de pólen;
- acompanhar as previsões meteorológicas e o desenvolvimento da vegetação;
- manter os alimentadores limpos e em boas condições;
- evitar derrames que possam provocar pilhagem;
- controlar a varroa e o estado sanitário da colónia.
Cuidados durante a estimulação
Uma colónia estimulada passa a ter mais criação e, consequentemente, maiores necessidades de alimento e de acompanhamento. Se ocorrer um período prolongado de chuva, frio ou vento, as abelhas podem deixar de recolher alimento no exterior precisamente quando o consumo da colónia está a aumentar.
Nessa situação, o apicultor deve continuar a acompanhar as reservas e fornecer alimento sempre que necessário. Interromper repentinamente a alimentação quando ainda não existe entrada natural suficiente pode colocar em risco a criação e o equilíbrio da colónia.
O aumento da população também pode elevar o risco de enxameação. À medida que a colónia se desenvolve, deve verificar-se o espaço disponível e adaptar o maneio à evolução observada.
Quando terminar a alimentação de estimulação?
A alimentação deve ser ajustada ou suspensa quando se iniciar uma entrada natural regular de néctar e a colónia já conseguir manter o seu desenvolvimento através dos recursos disponíveis no exterior.
Não deve ser fornecida alimentação quando estiverem colocadas alças destinadas à produção de mel para colheita. O alimento fornecido pode ser armazenado pelas abelhas e misturar-se com o mel.
Para conhecer as diferenças entre os dois tipos de alimentação, consulte o guia sobre alimentação de colmeias: manutenção ou estimulação.
Se o objetivo for apenas conservar as reservas durante um período de escassez, consulte o guia sobre alimentação de manutenção para abelhas.
Perguntas frequentes sobre alimentação de estimulação
A alimentação de estimulação aumenta imediatamente a população?
Não. O aumento da postura origina nova criação, mas são necessárias várias semanas até que as novas abelhas nasçam e comecem a participar nos trabalhos da colónia. Por esse motivo, a alimentação deve ser planeada com antecedência.
Todas as colmeias devem receber a mesma quantidade?
Não. A quantidade e a frequência devem ser ajustadas à força, às reservas, ao consumo e ao desenvolvimento de cada colónia. Colmeias diferentes podem responder de forma distinta ao mesmo programa de alimentação.
É possível estimular uma colónia sem entrada de pólen?
O desenvolvimento da criação necessita de proteína e de outros nutrientes fornecidos principalmente pelo pólen. Quando não existe entrada ou reserva suficiente, a resposta da colónia pode ser limitada e deve ser avaliada a necessidade de um complemento adequado.
A estimulação garante uma maior produção de mel?
Não. A alimentação de estimulação pode ajudar a preparar uma população mais numerosa para uma determinada floração, mas a produção depende também das condições meteorológicas, da disponibilidade de néctar, da força e saúde da colónia, da rainha e do maneio realizado pelo apicultor.
O que acontece se o mau tempo impedir a floração?
A colónia estimulada terá mais criação e um consumo superior. Se a entrada natural de alimento não começar como previsto, o apicultor deve acompanhar as reservas e continuar a alimentar enquanto for necessário, evitando que a colónia fique sem alimento.
Importante: a alimentação de estimulação deve fazer parte de um plano de maneio e não ser realizada apenas com base numa data fixa. Conhecer as florações locais, observar as colónias e acompanhar as condições meteorológicas é essencial para escolher o momento certo.
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